Pochete: de item "brega" a ícone de estilo — e o que explica essa virada

Pochetes Tá Mara

Ela foi rainha nos anos 80, virou piada nos 2000 e hoje aparece no look de quem você mais admira no Carnaval. A pochete tem uma trajetória que parece roteiro de novela. A gente vai contar do começo.

Mais antiga do que parece

Aqui vai um fato que surpreende: a pochete não nasceu nos anos 80. Lá no século XI, pequenas bolsas já eram presas ao cinto — por homens e mulheres. No século XVIII, o acessório ganhou correntes de prata e status de joia. Prático e bonito ao mesmo tempo. Nada mudou, no fundo.

O nome pochete vem do francês pochette. Pequenininha, útil, direto ao ponto. Parece que sempre foi assim.

Os anos 80: a era de ouro

Nos anos 60, atletas, ciclistas e turistas já carregavam pochetes pela praticidade. Mas foi nos anos 80 que o acessório explodiu de vez.

O esporte tomou a moda. As cores vibraram. As alças ajustaram. E a pochete foi junto — no corpo de Madonna, de Will Smith, de todo mundo que queria mãos livres e um look com personalidade. Era feita em materiais sintéticos brilhantes, vinha em todas as cores, combinava com colã, com polainas, com qualquer coisa.

Todo mundo tinha uma. Admite.

O exílio

Virada dos anos 2000: do nada, a pochete virou sinônimo de cafona. Não foi pro fundo do armário — foi pro lixo, com estardalhaço. Quem viveu, sabe.

Olhando de trás, parece injusto, né? Um acessório que funcionava perfeitamente, que deixava as mãos livres e o corpo leve. Foi só modinha de um momento falar mal dela.

O retorno

Em 2012, o designer belga Martin Margiela reintroduziu a pochete numa coleção com a H&M. Discreto, mas o sinal estava dado.

Em 2014, Karl Lagerfeld colocou a pochete no desfile de verão da Chanel. Aí foi diferente — de repente, Gucci, Armani e Louis Vuitton queriam a sua versão também. O que era brega virou belt bag e voltou com força total.

No Brasil, o Carnaval selou o acordo. A pochete encontrou o rolê perfeito: festa, movimento, mãos livres, cor. Nunca mais saiu.

Por que ela não vai embora de novo

Porque faz sentido de verdade. A gente vive em movimento — metrô, feira, show, trilha, bloco. Carregar bolsa pesada no ombro cansa. A pochete resolve isso sem abrir mão do estilo.

E quando o produto funciona de verdade, ele fica. Simples assim.

É aqui que a gente entra

Na Tá Mara!, a gente costura pochetes em brim 100% algodão, à mão, na serra do Rio de Janeiro. Leves, laváveis, com bolso secreto, divisórias e alça que ajusta em qualquer corpo.

Cores únicas, edições limitadas, preço justo. Feitas pra durar — e pra você sair brilhando por aí sem complicação.

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